Olá!
Estou de volta com a segunda parte da série de posts sobre minha viagem a Buenos Aires, em janeiro. Vocês podem conferir a primeira parte dela aqui.
Como disse no outro post, fiquei cinco dias na cidade e apesar dela ser um tanto compacta, não consegui conhecer detalhadamente tudo que eu queria. Fiz os passeios mais de turista mesmo e espero voltar com mais calma um dia.

Foi a primeira parte da cidade que eu conheci porque meu hostel ficava na Calle Florida e pude ir a todos os monumentos históricos andando por menos de cinco minutos. É mais uma questão de ficar passeando pelas ruas, observando a arquitetura mesmo. Um dos taxistas que conheci lá disse que era a parte de Buenos Aires que você tinha que olhar para cima, sempre, e é um conselho que passo adiante. A arquitetura é belíssima e os prédios são altos, detalhados no topo, na maioria das vezes.
- Avenida 9 de Julio: Uma das mais largas do mundo, onde você pode encontrar o Obelisco (muito mais alto que o do Ibirapuera, viu?). Muitos outdoors, carros, pouco tempo pra atravessar e algumas instalações antigas.
- Casa Rosada: Sede do poder executivo na cidade, tem essa cor por causa da mistura entre cal e sangue de boi para impermeabilizar as paredes. Logo na entrada, ainda do lado de fora da casa, tinha uma exposição com fotos da Cristina Kirchner. Todos podem entrar na casa e passear pelo saguão (que é amarelo), onde estão expostas pinturas enviadas por líderes da América Latina. Existe também a visita guiada, mas eu não me aventurei porque a fila era gigantesca.
- Plaza de Mayo: Foi interessante conhecer o lugar tão comentado nas minhas aulas de espanhol (rs). A praça se encontra em frente a Casa Rosada e justamente por isso é palco das manifestações políticas na cidade. Os argentinos tem forte engajamento político e é possível encontrar faixas de protesto por toda a cidade.
Nessa área da Casa Rosada, você ainda pode encontrar o Cabildo, Palácio do Governo, entre outros prédios de arquitetura mais clássica.
- Calle Florida: Me descreveram como a 25 de março de Buenos Aires, mas sinceramente, não vi tanta semelhança. Imaginei uma coisa meio ladeira Porto Geral, com uma multidão se acotovelando e mal conseguindo caminhar, mas todos os dias foram muito tranquilos. Como meu hostel ficava na rua, era obrigatório passar por ela independente do que quisesse fazer. É só para pedestres e os camelôs colocam seus produtos no chão. Também tem lojas diferentes, restaurantes e casas de câmbio. Não fui roubada nenhuma vez, não vi ninguém ser roubado e nem fui tão atormentada com pacotes de tango.
- Galerías Pacífico: É um shopping que é mais visitado pela arquitetura curiosa do que por suas lojas. Já abrigou instituições de artes e acontecem exposições por lá. É comum encontrar um pessoal tirando fotos pelo shopping, justamente pelo teto que é todo pintado. Tem um cartão que você pode fazer de graça e que te dá descontos em algumas lojas, inclusive na praça de alimentação.
- Café Tortoni: O café mais famoso, se mantém como quando inaugurou em 1858 (!!!!!), com vitrais incríveis, lustres e mesas de mármore. Achei o preço muito mais amigo do que em muitos lugares sem história. O ambiente é incrível e vale muito a visita. Fui no período da tarde, por volta das 16hrs e não peguei fila, apesar do café estar lotado de brasileiros. Infelizmente, os famosos churros não estavam disponíveis quando visitei, mas comi um cheesecake delicioso e minha irmã pediu um sorvete de doce de leite muito bom. Também tem shows de tango, mais simples e intimistas.
Um dos bairros mais antigos da cidade, foi como uma viagem ao passado pra mim. Fiquei apaixonada, mesmo. Os prédios antigos estão por todos os lados, assim como o antiquários. Importante ressaltar que a feirinha acontece só aos domingos. As barraquinhas que vendem as antiguidades se concentram na praça Dorrego, mas você pode encontrá-las também nas ruas próximas. Foi a maior concentração de gringos, chapéu panamá e rayban wayfarer que encontrei na minha viagem. Pessoas de todos os lugares, o novo com o antigo, ao som do tango, fazem com que a experiência seja muito agradável. Encontrei muitas coisas dos Beatles, o que só me fez gostar mais ainda do lugar (rs).
No mesmo dia que visitei San Telmo, fui a Puerto Madero, ao entardecer. O contraste perfeito entre o antigo e o moderno. O porto se afasta da arquitetura que eu tinha conhecido até então na cidade, com seus prédios feitos de vidro e metal. Também achei agradável caminhar pelo porto, com os locais passeando de patins, levando o cachorro para passear. Muitos restaurantes apareceram após a reurbanização da área e se tornaram “in”. Dois barcos se encontram ancorados ali para visita, além da famosa Ponte da Mulher. Não cheguei a andar tanto para conhecer o cassino flutuante e não jantei em nenhum dos restaurantes, apesar de todas as dicas que recebi.
Nas margens do porto, local mais tradicional, porém também perigoso de Buenos Aires. É aconselhável visitar durante a manhã. As coloridas casas são ícones e alegram o lugar. Lá foi a única parte da cidade que fui realmente atormentada por hermanos querendo que eu entrasse nos restaurantes ou então para tirar fotos temáticas.
- La Bombonera: Visitamos o estádio do Boca Juniors, mas eu só fui porque tinha homem no grupo. Optamos pela visita ao museu e o acesso ao estádio, que é minúsculo. Eu, como não curto futebol, não vi graça na visita, mas o museu é organizadinho e até que interessante. Destaque pra foto montagem vendida por um preço absurdo com craques do futebol mundial e a fila de tontos comprando…
- Caminito: Depois da visita ao estádio, fomos a pé até o famoso cartão postal, tranquilamente. Foi legal para perceber que o bairro é um tanto pobre e que nem todas as casas são extremamente coloridas como alguns turistas devem acreditar. Ali, os restaurantes colocam suas mesas nas calçadas, com apresentações de tango e os garçons atraem os possíveis clientes. Almoçamos por ali mesmo, para pode assistir um pouco do tango e fugir do calor. A comida foi uma das mais caras e não estava tão boa, rs.
Passei apenas de taxi por bairros como Recoleta e Retiro, então não posso falar muito sobre eles. Não deu tempo e não existia pique com aquele calor que estava fazendo para visitar lugares que não tinha algo que realmente chamasse atenção. Porém, só de ver a Recoleta de dentro do carro eu me apaixonei. Nem parece Buenos Aires, é como se estivessemos pela Quinta Avenida em NY ou até mesmo em Paris, com as fachadas das lojas de fina estampa.
Em Palermo, tive a oportunidade de visitar o Jardim Japonês e aquela escultura da Rosa que já falei no outro post. O bairro tem bastante verde por causa de seus inúmeros parques e pode-se encontrar prédios mais modernos do que no centro. Também é lá que se encontram a Faculdade de Direito, gigantesca, e o MALBA (Museu de Arte Latinoamericano), onde está o Abaporu, da Tarsila.
Se vocês tiverem mais alguma dica pra acrescentar, fiquem à vontade para comentar (:
Beijos,
Becky.